domingo, 1 de fevereiro de 2026

Castelo

 

Rodeada de muros robustos, encontrei-me no aconchego, encontrei-te protegido, acredito, que mesmo assim perdido.

 Por entre rochas e arvoredos, senti a tua ausência, no recanto de uma prisão, no mais belo dos locais, onde vive a minha paixão.

Acariciei o pensamento, por teus braços envolvida, reconfortei o alento, em sonhar perdida no tempo da nossa distância de vida.

Confessar-te esta magia, é coragem que me falta podes crer, no abraço que te envolvia, no beijo que pretendia, em meus braços te envolver.

Desnudar a tua timidez, num olhar terno e profundo, abandonar a sensatez, perdermo-nos talvez…esquecermos o mundo.

Desejo…desejo muito…descobrir o porquê do teu” não”, consegues levar-me ao fundo, preciso tanto da tua mão!

Acaricia-me em teu silêncio, aconchega-me com tua ternura, seremos só tu e eu, a viver esta aventura.

Sonha…deixa-te levar…embarca neste comboio que é o meu, ficas na próxima estação, mas antes da viagem terminar, concluirás que valeu…

Tudo e nada te dou, pois não tenho que te ofertar, apenas dois braços, cumplicidade e o perfeito inverso do verbo odiar.

 Este tão pouco é tanto, para quem nada tem, apenas nos lábios um beijo e um sorriso, que te convidam: Fica comigo…vem!


Sem comentários:

Enviar um comentário

  O sol espreita por entre as frestas de um roseiral, raios que brilham em dias de temporal… A ausência de beleza efémera de lu...