domingo, 1 de fevereiro de 2026

 

O sol espreita por entre as frestas de um roseiral, raios que brilham em dias de temporal…

A ausência de beleza efémera de luzes que o palco pede, dói.

 Ho cenas intemporais dum sonho que a vida concebe.

 (…) Desce o pano, apaga o fulgor, três pancadinhas vida ao redor…

Cristais que brilham, 

Mulher Princesa, Joias raras entregam-te sua beleza.

 Seres mais que perfeitos, na escarpa do teu percurso, pensamentos diversos de um diadema ofusco.

Hoje, um dia como tantos outros, vêm há memoria vidas vividas, momentos únicos partilhados, os especiais apenas guardados num baú de madeira maciça com segredo Chinês.

 Ho tradição de bom Português!

 Sótãos, catacumbas, velhos sobrados, apenas guardados.

Um trinar de uma guitarra, embala a nostalgia, o som do silêncio acolhe, o poema, a melodia…

 Parabéns a ti Mulher, onde as rugas brotam com vaidade, um sorriso engrandece um ser, que merece eterna felicidade. Apaga a tristeza, rega a paixão, vive a beleza do amor, a imensidão!

Um ser entre muitos, mas apenas tu.. 

 acalma os temporais, ou levantas vendavais

. Sorris na tristeza, rezas na dor do pobre sofredor.

 Então é assim que tu és, um ser entre muitos, mas apenas tu…

não dizes adeus quando tens que lutar, não enxugas as lágrimas quando te apetece chorar.

 És diferente, há uma visão e uma chama em ti, a tua jornada é a imortalidade em busca de felicidade.

 A montanha é alta, o rio longo e fundo, mas tu Mulher, moves montanhas, bracejas águas, chegas ao fim do mundo, não te atreves a desistir, porque o desafio é o teu mundo.

 

Quadras leves

 

Apenas queria dar-te uma flor

Acariciar o teu sorriso

Sentir o teu perfume

Fechar os olhos, encontrar o paraíso.

 

Apenas descobrir no teu olhar a magia

Envolver-te em desejos

Matar a utopia

Saborear os teus beijos.

 

Apenas ternura partilhada

Num sentimento que é de dois

Numa cumplicidade anunciada

Um adeus para depois.

 

Apenas um querer

Tão simples quanto isso

Mas nem sempre o querer é poder

E o desejo não é submisso.

Castelo

 

Rodeada de muros robustos, encontrei-me no aconchego, encontrei-te protegido, acredito, que mesmo assim perdido.

 Por entre rochas e arvoredos, senti a tua ausência, no recanto de uma prisão, no mais belo dos locais, onde vive a minha paixão.

Acariciei o pensamento, por teus braços envolvida, reconfortei o alento, em sonhar perdida no tempo da nossa distância de vida.

Confessar-te esta magia, é coragem que me falta podes crer, no abraço que te envolvia, no beijo que pretendia, em meus braços te envolver.

Desnudar a tua timidez, num olhar terno e profundo, abandonar a sensatez, perdermo-nos talvez…esquecermos o mundo.

Desejo…desejo muito…descobrir o porquê do teu” não”, consegues levar-me ao fundo, preciso tanto da tua mão!

Acaricia-me em teu silêncio, aconchega-me com tua ternura, seremos só tu e eu, a viver esta aventura.

Sonha…deixa-te levar…embarca neste comboio que é o meu, ficas na próxima estação, mas antes da viagem terminar, concluirás que valeu…

Tudo e nada te dou, pois não tenho que te ofertar, apenas dois braços, cumplicidade e o perfeito inverso do verbo odiar.

 Este tão pouco é tanto, para quem nada tem, apenas nos lábios um beijo e um sorriso, que te convidam: Fica comigo…vem!


Tua sem ser



Fecho os olhos rasos de água, purificados pela dor que me trespassa.

Ouço as tuas palavras que me alimentam a alma, que me fazem levitar e querer viver mais para te sentir. Sinto o teu abraço, aquele abraço que devia ser meu, que me aconchega e faz sentir em casa, mas, há sempre um mas….

Rapidamente  ouçote dizer não, inventas palavras, desculpas como se aquilo que eu estava a sentir fosse o maior dos males. 

Ouvi-te sem te ouvir, olhei-te e mal te vi.

 Eu só queria parar o tempo no nosso abraço, só te queria tocar sem reservas, mas não podia.

 Tu não querias.

 Doeu.

  Dói sem reservas, sem aviso ou piedade.

 Eu não devia sentir-me assim, já não sou jovem e sei lidar com ausências.

 Sim, as tais que não me alimentam, as tais que me fizeram quem sou hoje, mas eu ousei sentir novamente, ousei fechar os olhos e imaginar-nos a descobrir a essência da Paixão.

. Aqueles beijos que trocamos na nossa rua escura, que guardei e sempre comparei, foram e serão o meu porto seguro, os que eu quero para me alimentar.

Fui traída pelo destino mais uma vez, porque sim, porque me iludi, porque eu acho que só devemos ser fiéis a nós próprios, às nossas vontades e sentimentos, porque a vida é nossa e as transversais são só nossas, tao nossas como a pele e o ar que respiramos.... Mas eu não estou certa pensas, porque as pessoas a vida e os astros não concordam com o que é só meu…porra, eu só te queria sentir….

Eu não te queria roubar a vida, eu não me queria matar numa reta sem travões. 

Só queria olhar para o lado e abraçar te, sentir a tua respiração ofegante junto do meu pescoço e bem devagarinho perder-me em ti e ousar sentir.

Coloquei a chaleira a ferver, fiz o chá que aprecio e sentada neste cadeirão deslizo os dedos pelo teclado enquanto revejo o momento, e lentamente te perco….

Sou nada nesta vida, faço tudo, invento horas, mas o que realmente importa e não consigo ter….

Abraço-te no silencio da noite, num Adeus profundo, porque a vida não nos permite um até já.

 Entrego-te o meu sentir selado com lagrimas salgadas, para guardares no livro da memória, e quando eu já não estiver ca, terás sempre a certeza de que eu fui tua sem ser……

 

Perdida

 



Perco-me nos buracos que começaram pequenos,
Foram aumentando e por dentro estilhaçando,
O que fui, o que sou, o que não serei...

Portas mal fechadas, fechaduras forçadas,
Espaços vazios e inócuos, fugazes barulhos
Que só eu sei ouvir... das portas que não queria abrir...

Percorro os caminhos descalça de sonhos,
Os olhos turvos e cabisbaixos, desprovida de tudo...
Sento-me no chão e procuro onde deixei o que era,
O que fui, o que sou, o que serei...

No silêncio acutilante ouço o meu eco ressoar.
As lágrimas caem salgadas e sozinhas,
Travei batalhas que não as minhas,
As perguntas amontoadas num canto sem resposta
Lembram-me que é chegada a hora,
De desistir... de me deixar ir...

O que fui? O que sou? O que serei?
Apenas de uma coisa eu sei...
Perdi as cores com as quais um dia me pintei... 


  O sol espreita por entre as frestas de um roseiral, raios que brilham em dias de temporal… A ausência de beleza efémera de lu...