Cada um guarda na memória o que bem entender. Eu trago para o meu natal o sabor a passado, as músicas do realejo do meu pai, e sobretudo o frutos secos. Os figos cuidadosamente secos em palha durante o dia e guardados à noite, para a humidade não comprometer a cristalização, mais tarde devidamente conservados para poderem chegar ao natal. As amêndoas e nozes com casca, para partir junto à lareira, como que fazendo dessa tarefa um ritual de aconchego, ter tempo num tempo calmo e aconchegante. Memorias do pouco que era tanto, em tempo de felicidade, de valores simples, mas tão apreciados, muito longe do tudo que quase é nada comparado .
sexta-feira, 26 de dezembro de 2025
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
Diz me
Diz-me, amor, se te pertenço,
Conta-me a beleza do teu sonho eleito,
Aninha-me em tuas palavras, junto ao teu colo.
Arranca-me suspiros amor…suavemente junto ao peito.
Conta-me…mostra-me a luz, neste verso embriagado,
Num arabesco fantástico…presumo,
Em gestos…ao som dum ritmo descompassado.
Encontras-me em mastros sem velas,
Em brisa leve, ou temporais,
Em rabiscos de aguarelas,
Num copo, num toque ou num banho de sais.
Suspiros dum sonho sonhado,
Entregues numas mãos de raça,
Num enleio onde já não sei quem sou,
Se vivo, se morro ou o amor que passa.
Sonha-me em veludo…com lindos laços de cetim,
Numa tarde de Outono…dois corpos em abandono,
Pétalas no chão, perfumam o coração…bálsamo para mim.
E aquela estrada…miragem…que nos leva ao sabor do vento
Pálidas sedas encharcadas, com gotas de suor e saudade
Sensações que são, alentam…o gosto…a liberdade.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
Outono
E quando chega o Outono, depois de tantos Outonos, percebemos que temos que começar a arrumar gavetas. É uma tarefa difícil, mas necessária, é misturar o agridoce com sal e juntar a pimenta no papel envelhecido e amarelado.
É altura de riscar vírgulas em parágrafos longos e somar antes de subtrair.
Arrumar gavetas num Outono de tantos e seguir numa linha com interrogações e esperar pelas esclamacoes.
As folhas caiem, os zumbidos do vento são velhas melodias sem notas falsas, e a dança das palavras volta numa gaveta desarrumada.
É Outono, altura de arrumar gavetas....
domingo, 14 de dezembro de 2025
Silêncio
Aprendi a ficar em silêncio, observar os passos, os ruídos e sons melodiosos. Tudo se encaixa.
Não quero a vida de ninguém, quero apenas o meu Céu, a minha paz.
Se eu tiver que me justificar, explicar todo o valor que me é devido, não quero.
Que o que é meu, a minha essência e o meu mundo selvagem. As trelas não combinam com o indomável, não são valores seguros.
A vida é curta, os sonhos muitos, as letras às dezenas.
O mundo virado do avesso não tem chão seguro, não coaduna com liberdade, não tem estrelas a cintilar.
Aprendi a apreciar o silêncio, a buscar saudades e a criar memorias. Aprendi....
Aprendi tarde, mas nunca é tarde quando o mundo está na nossa mão e o fim pode ser o principio.
Admiro o silêncio e o mundo tem mais cor.
Desejo
Quando eu morrer, não quero lágrimas nem pranto…
Se eu viver, que brilhe o sol ao amanhecer…
Brilhem estrelas ao anoitecer…Que a Lua me acompanhe…
Faça de mim sua confidente.
Se eu morrer, espalhem minhas cinzas ao alvorecer…
Num belo jardim a florescer…
Para que eu viva nesta morte desejada…
sábado, 13 de dezembro de 2025
13 de Dezembro 2025
...e derrepente é Natal. Chegou a época das coisas doces, das prendas e dos mimos. O cheiro a fumo que sai das chaminés, envolve se com o nevoeiro chorão que teima em ficar.
É Fim de ano, a Santa Luzia está a chegar, são estes dias que lembram o natal.
De facto, os dias são pequeninos, sempre a minguar.
Estou deseja que chegue o dia 23, o dia mais pequeno do ano, porque depois, depois é sempre a aumentar. Já diz o ditado " pelo natal, salto de pardar" e " a 20 de Janeiro, tem uma hora por inteiro e quem bem souber contar, hora e meia ha-de achar ". Sim, os dias vão crescer, a vida segue, alguns sonhos morrem antes do fim do ano e haverá quem não chegue á Primavera.
Hoje às 0.38 houve um sismo, os medos povoaram as mentes de quem o sentiu. A fragilidade humana é evidente, somos tão pouco, não controlamos nada. ...mas também não aprendemos nada.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
Preciso chorar
É urgente limpar a Alma
Preciso de chorar…
Chorar e com minhas lagrimas lavar a alma.
Preciso descer para depois subir.
Acalenta me a dor…vá para onde for.
As dúvidas persistem…
-Não valho nada.
A calma abandonou me, a lágrima cai…
Mas eu preciso chorar, chorar para limpar o rosto.
Preciso de amparo para me levantar,
Desejo ardentemente começar a soluçar.
Assola me a tristeza por tudo ter e eu sofrer.
É loucura talvez, ou a paciência que teima em se esgotar.
Natal 2025
Chegou o Natal
A época das luzes, dos sonhos e fantasias
A magia acontece no decorrer dos dias.
Sonhamos esperança
Um novo renascer
Com a vinda do menino Jesus
Reaprendemos a viver.
Os pinheiros enfeitados
As montras chamativas
Os sonho embrulhados
Esperança em melhores vidas.
Chegou o Natal
Também no interior
Onde a magia acontece
E a vida tem mais cor.
Maria já vai a caminho
José puxa o jumento
A manjedoura espera quentinha
Pelo aguardado momento.
E la longe, a estrela brilha
Anuncia um tempo novo
O Salvador nasceu
Veio para unir o povo.
Jesus, Maria e José
Os mensageiros do verbo Amar
Com esta magia criada
O Natal vai continuar.
M.C.
domingo, 7 de dezembro de 2025
Momentos
Na correria dos dias não valorizamos o essencial, não percebemos que a verdadeira riqueza são as pessoas, os momentos e as partilhas. Num instante tudo muda e o que fica são os tesouros guardados entre vírgulas, pontos de interrogação e reticências.
Os pontos finais são histórias completas nos dias cheios, com valor. O ponto de exclamação sobressai de um olhar que agrada e mantém o sabor a mel na doçura dos dias.
Eu, sou tanto de reticências nestes dias corridos, sou algo incompleto sem fim anunciado....
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